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O cuidado com os diagnósticos
Tenho muito cuidado com diagnósticos precoces, especialmente, em crianças. A criança por sua natureza possui muita energia e assim com os adultos necessitam gastar esta energia em alguma atividade impedindo que fique represada e gere ansiedade. Muitas das demandas que assustam os pais como dificuldades de atenção nas tarefas escolares ou ainda, agitação podem não ser, necessariamente, sintomas de Transtorno de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Há muitos fatores que podem estar envolvidos neste comportamento como alguma crise no ambiente familiar ou demanda dos educadores que, não raras vezes, possuem um estereótipo de alunos das escolas do séc. XIX, ou seja, crianças submissas em sala de aula, o que facilitava a estes cumprir os conteúdos do calendário escolar. Outro ponto a ser destacado é a dificuldade de interação com os colegas e o hiperfoco, o que muitos pais acreditam ser sintomas de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Estes comportamentos não, necessariamente, podem ser classificados como algum dos transtornos referenciados e sim um momento da criança, de adaptação e até rebeldia, o que será observado nas sessões de psicoterapia.